Ronnie Wood deu entrevista ao jornal Metro, de Londres, que foi publicada ontem, dia 26 de março. Entre uma tentativa de provocação e outra, a entrevista consegue algumas respostas boas. Entre elas, Ronnie deixa claro, de novo, que parar de tocar não está nos planos dos Rolling Stones. O guitarrista ainda fala sobre câncer e responde quem é melhor: Mick Jagger ou Rod Stewart?

Metro – Vocês estão prestes a começar turnê novamente. Vocês pensam em parar?
Ronnie Wood – Aparentemente não. Ótimo, não é? Depois do último show em Paris, todos nos entreolhamos e dissemos: ‘Estamos apenas nos aquecendo’.

Metro – O que acontece com os Rolling Stones que os mantém ativos?
Wood – Há algo mágico que acontece quando nós quatro nos reunimos. É um momento que nenhum de nós pode explicar. É como, bang – uma força imparável.

Metro – Você acha que a banda vai fazer outra turnê?
Wood – Não há nada que nos impeça, porque acho que a banda está tocando o melhor que já tocou.

Metro – Como assim?
Wood – Todas as músicas que tocamos têm vida própria. Em vez da monotonia de ‘puts, aquela música de novo!’, que você poderia pensar por estarem envelhecidas, há uma espécie de frescor. Satisfaction, por exemplo, assume uma forma completamente diferente cada vez que a tocamos. Isso significa que é mais um desafio fazê-la parecer verdadeira com uma apresentação diferente.

Metro – Como vocês conseguem isso?
Wood – É um troço difícil, mas nenhum de nós sabe o que vem a seguir. Então, todos nós estamos tendo que ficar atentos.

Metro – Você passeia muito pelos lugares onde toca?
Wood – Na maior parte do tempo ficamos presos nos hotéis. Uma vez que a notícia da nossa presença circula pela cidade, você fica confinado no quartel, por assim dizer. Na Argentina, por exemplo, esqueça – você não pode sair.

Metro – Existe algum lugar que você não tenha tocado?
Wood – Eu gostaria de tocar para os membros da tribo Samburu, no Quênia. Acho que teríamos algo em comum.

Metro – Como é ser um Rolling Stone?
Wood – É uma aventura contínua. Diversão. Temos tempo de folga suficiente para podermos contemplar o que somos, mas não temos tempo livre suficiente para realmente nos divertirmos.

Metro – Você não parece envelhecer … como você mantém seu cabelo?
Wood – [Risos] Obrigado, Deus. Alguém lá em cima gosta de mim e alguém aqui embaixo gosta de mim também.

Metro – Como está o seu câncer?
Wood – Eu tive três meses de check-ups. Tudo ficou claro e eles disseram para eu aproveitar a vida.

Metro – Você recusaria a quimioterapia se quisesse manter seu cabelo?
Wood – Eu não quero perder meu cabelo. Se o seu corpo está cheio de câncer, é uma causa perdida. Felizmente, todo o meu estava contido no pulmão esquerdo e tive a sorte de levar um tiro, bang. Não havia nada no resto do meu corpo. Então, eu não precisei de quimio.

Metro – Você tem uma mensagem para alguém que tenha câncer?
Wood – Apenas seja forte e permaneça positivo. Eu estava preparado para permanecer positivo até meu último suspiro. Eu tive uma ótima vida e estava tudo pronto para eu ir. Uau! Eu não sabia que receberia o bilhete para durar tanto tempo. Que alívio.

Metro – Você ainda tem algum vício?
Wood – Apenas o simples ato de levantar de manhã é um grande vício para mim agora.

Metro – Então, o que você faz para relaxar nos dias de hoje?
Wood – Bem, minha pintura e desenho são meu grande relaxador, mas além disso eu adoro box sets – a Spiral é ótima.

Metro – Quem é o melhor vocalista, Rod Stewart ou Mick Jagger?
Wood – Eu toquei com dois dos melhores vocalistas: Rod em seu calor e seu humor, e Mick com sua resistência pura, vigor e energia inacreditável. Mick vem e te encoraja. Ele compartilha uma vibe e dá incentivo, e muitas vezes eu o sinto passando e me pergunto: ‘O que foi isso?’ Eu tenho de dar minha mão para ele.

* O texto foi traduzido e adaptado à partir do original.


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