A morte misteriosa de Brian Jones ocorreu há 48 anos De acordo com a autópsia, a morte do fundador dos Rolling Stones ocorreu às 23h50min do dia 02 de julho de 1969. Os socorristas que atenderam ao chamado em Cotchford Farm, desistiram de reanimá-lo à 0h45min de 3 de julho, razão pela qual esta foi considerada a data da morte do músico.

Quase cinco décadas depois, ninguém sabe exatamente as circunstâncias da morte de Brian. O inquérito policial atestou afogamento acidental. A autópsia revelou que o ex-stone tinha consumido três copos de bebida alcoólica e que havia vestígios de anfetamina e tranquilizantes em seu sangue.

Brian estava acompanhado de sua namorada Anna Wholin, do empreiteiro Frank Thorogood e sua namorada Janet Lawson.

Os depoimentos foram contraditórios, mas a versão aceita pela polícia dizia que Brian, Anna e Thorogood  estavam na piscina, quando Anna entrou na casa, onde estava Janet. Pouco depois, Thorogood também entrou, ficando Brian sozinho. Ao sair da casa, Janet teria visto Brian boiando na piscina.

Enfermeira, Janet teria feito todos os procedimentos de socorro possíveis. Em seguida, uma ambulância foi chamada, mas Brian não resistiu.

Inveja

Brian não tinha boas relações com Thorogood, a quem havia ameaçado de suspender pagamentos e de demiti-lo. Invejoso da fama e do dinheiro do astro, humilhado por Brian, segundo versão paralela, o empreiteiro teria afogado o músico como vingança.

O próprio Thorogood teria admitido a familiares ter assassinado Brian pouco antes de morrer. A versão nunca teve confirmação, embora até hoje o caso seja estudado e pesquisado por vários autores. Anos depois, Janet Lawson também acusou o ex-companheiro do crime. A polícia nunca aceitou a tese.

O fundador

Brian Jones foi o fundador dos Rolling Stones, embora tenha perdido o controle da banda para Mick Jagger e Keith Richards quando a dupla começou a compor, o que fortaleceu a relação entre os Glimmer Twins.

Pessoa de personalidade difícil, Brian teve 5 filhos. O primeiro foi com sua namoradinha de escolha, Valerie Corbett, de apenas 17 anos, causando imenso escândalo na conservadora Cheltenham. A criança, Barry David, foi dada a adoção.

Engravidando mulheres casadas, desprezando os filhos, Brian só teve alguma consideração por Pat Andrews, com quem teve Julian Mark Andrews, e chegou a viver com ela por algum tempo.

Túmulo em Cheltenham com a data de 3 de julho

Caráter polêmico

O caráter de Brian foi pintado de maneiras diferentes ao longo dos tempos e os biógrafos se dividem. Uns o apresentam como um monstro, agressivo, irresponsável, rude, inconveniente, desagradável e totalmente paranoico.

Outros o colocam como vítima do destino, sendo pessoa frágil, que teve os grandes amores de sua vida, os Stones e Anita Palenberg, roubados por Mick e Keith. Conforme estes, Brian teria sido vítima de conspiração liderada por Andrew Loog Oldham.

Precursor do blues na Inglaterra

O certo é que Brian foi um dos precursores do blues na Inglaterra. Foi um dos primeiros a tocar harmônica e guitarra slide. Responsável por reunir e batizar os Rolling Stones, Brian foi líder da banda em seus primórdios, obtendo privilégios financeiros escondido dos companheiros devido à sua liderança, mas também servindo como professor para Mick e Keith, que eram músicos muito menos experientes na época.

De certa forma, é possível dizer que não existiriam os Rolling Stones tais quais como conhecemos hoje sem Brian. Embora o encontro entre os amigos de Dartford nada tivesse a ver com o garoto de Cheltenham, a banda que conhecemos nos últimos 55 anos certamente não existiria com este nome e formação, o que evidentemente não impediria Mick e Keith de terem outro grupo de imenso sucesso.

Demissão e arrependimento

Demitido meses antes de sua morte por estar afundado nas drogas, Brian se tornou um peso morto para a banda que criou. Praticamente não tocava mais guitarra, não aparecia mais no estúdio e sua contribuição era quase nula. Ao ser comunicado da decisão em visita feita por Mick, Keith e Charlie, Brian facilitou as coisas.

Em comunicado divulgado à imprensa, Brian disse que saía da banda em comum acordo por não ter mais afinidades musicais com os companheiros e que queria seguir novos rumos.

Até hoje ao falarem sobre Brian, os Stones lamentam o rumo que as coisas tiveram. Mick admitiu  em Crossfire Hurricane, que talvez pudessem ter contornado a situação. O mesmo já havia dito Charlie no documentário 25×5.

Como pediu Brian, o melhor talvez seja não julgá-lo tão durante, e preservar a memória de um músico criativo e influente, que deu ao mundo a maior banda de rock and roll da história.

Nota:

  • Usamos como fontes auxiliares de consulta o livro Brian Jones -El Stone Maldito, de Mariano Muniesa e os documentários Crossfire Hurricane e 25×5.

Comentários

comentários