O irmão mais novo de Mick Jagger, Chris, concedeu entrevista ao Herald Sun, em que fala sobre o mano. É curioso. Vale a leitura.

Qual é a melhor coisa de ser o irmão de Mick?
Ele realmente seria um bastardo miserável se ele fosse filho único. Imagine o quanto ele seria insuportável.

As portas se abriram ou foram fechadas na tua cara por ser irmão de Mick Jagger?
Isso é tudo automático hoje em dia. Antes de ele ser a celebridade que é agora, na década de 1960, era uma uma pequena abertura. Conheci um monte de gente que eu nunca conheceria. Eu vivo fora disso tudo agora, fico longe dessa cena social toda.

Sendo o Chris e não o Mick, você tem mais liberdade do que o seu irmão?
Uma das coisas mais importantes é a normalidade. Eu não posso me imaginar sem ser anônimo. Eu fico em qualquer lugar como qualquer outra pessoa. Sento lá e olho para outras pessoas, e elas olham para mim e só veem um velho esquisitão. De um ponto de vista artístico, isso te dá a oportunidade de observar as pessoas muito melhor. Se você for uma pessoa famosa, você nunca pega um ônibus ou um trem, você está protegido dentro de um reservatório. Não considero alguém que seja famoso mais importante. Todo mundo é importante.

Como é sua vida familiar? É diferente da vida de Mick, que tem sete filhos com quatro mulheres?
Ele tem? Incrível. Tenho dois filhos com minha esposa e ela tinha dois filhos quando a conheci. Eu também tenho um filho de um relacionamento anterior. Nós temos 10 netos.

Como foi crescer com Mick?
Foi muito extrovertido. Nós não aprendemos música alguma. Não tínhamos um único instrumento em casa. Foi uma grande coisa quando ganhamos um toca-discos. Eu queria ser comediante ou um cantor, ou um corredor. Eu era louco por esportes, pois meu pai era professor de edudcação física. Mick e eu jogávamos alguns jogos e fazíamos coisas juntos. Mas ele é quatro a nos e meio mais velho do que eu. Então, ele era sempre o irmão mais velho e eu era o garotinho que estava em seu próprio mundo.

Ele alguma vez convidou você para participar dos Rolling Stones?
Não. Ele tinha 19 anos e eu era um adoscente um pouco irregular na escola.

Alguma vez você quis ser ser um Rolling Stone?
Você quer dizer uma pessoa que sai de casa e nunca mais volta? Não, eles eram todos muito mais velhos. Alguns irmãos tocam juntos com sucesso, mas vários saem-se muito mal. Os irmãos têm que ser complementares. Se tivesse sido um baterista ou algo assim.

Como você descreveria o seu relacionamento com Mick agora?
É bastante normal. O mais velho tem mais valor nos laços familiares. Você tem que fazer um esforço consciente. Mas quando alguém precisa de ajuda, Mick vai estar lá para ajudar se puder. Ele tem uma vida movimentada. Ele está muitas vezes em outras partes do mundo, mas se você precisar dele para alguma ajuda ou conselho, você pode pedir a ele. A próxima vez que irei vê-lo é no jogo Inglaterra e Austrália (cricket), no Lord’s, em 6 de setembro.

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