Com toda razão os Stones disseram em 2012 que o real aniversário de 50 anos da banda se daria apenas em janeiro de 2013, quando Charlie Watts completaria meio século como baterista do grupo. Na verdade, a primeira apresentação dos Rolling Stones com time completo se deu em 12 de janeiro de 1963, no Ealing Club, em Londres, três dias depois de Charlie aceitar juntar-se à trupe de malucos cabeludos que amava blues, enquanto ele era um admirador ferrenho do jazz tradicional.

Baterista é conhecido como coração dos Stones

Portanto, hoje, em 12 de janeiro de 2017, Charlie está completando 54 anos como um rolling stone. Na época, ele achou que a banda duraria seis meses e que seria desmanchada, mas quis se juntar a ela porque percebeu que o blues seria a nova onda e quis estar dentro. Para tanto, Watts deixou para trás a carreira de designer gráfico e também o emprego na Blues Incorporated, de Alexis Korner, onde tocou com um cantor beiçudo chamado Mick Jagger e que quase por casualidade viria a ser seu vocalista por “um pouco mais de meio ano”.

Na estreia de Charlie no Ealing Club, os Stones eram seis, tendo Ian Stewart ao piano e como integrante da banda. Só mais tarde Andrew Loog Oldham iria rebaixar Stu à condição de roadie de luxo e músico de apoio.

Ao longo dos anos Charlie foi crescendo em importância dentro dos Stones. Se sempre foi cobiçado antes de ser convencido a aceitar entrar para a vida do rock and roll, ele ganhou ainda mais relevância com o passar das décadas, a ponto de Keith Richards declarar que “Charlie Watts is the Rolling Stones”.

Charlie sempre foi o mais quieto de todos os Stones

E de fato, seria difícil imaginar a banda sem a batida jazzística e swingada deste excêntrico criador de cavalos, colecionador de artigos da Guerra Civil Norte-Americana e elegantemente organizado gentleman que é Charlie Watts, o oposto radical dos seus colegas de banda, embora Charlie também tenha escorregado pela bebida e pela heroína em meados dos anos 1980.

Depois de superar um câncer na garganta, Charlie está mais firme do que nunca e tocando cade vez melhor. Além disso, mantém firmes seus trabalhos de jazz e participa sempre de projetos como os de Ben Waters (ABC & D Boogie Woogie) e Tim Ries (Rolling Stones Project e Stones World).

 

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