Foto Brian RasicEm 04 de agosto de 2007, os Rolling Stones receberam nota 2 de 5 em review de concerto realizado em Gotemburgo, na Suécia. A nota pouco favorável foi dada pelo tablóite Aftonbladets, editado por Markus Larsson, de 34 anos. O review deixou Keith Richards furioso, porque o jornal também disse que ele estava bêbado, que caíra duas vezes no palco e que tinha tocado muito mal. Keith exigiu um pedido de desculpas do jornal, alegando que a apresentação tinha sido ótima e que o jornalista havia agido de má fé. A solicitação não foi aceita e Larsson ironizou declarando que “Keith sequer consegue tocar o riff de Brown Sugar”.
Os dois se encontraram para uma entrevista no Hotel Le Meurice em Paris sobre a autobiografia de Keith Richards “Life”. O encontro terminou com Keith ameaçando Markus Larsson. “Ele meu deu tapa na cabeça e sussurrou: ‘Você tem sorte de sair vivo daqui'”, contou Larsson.
A entrevista durou meia hora, mas depois de dez minutos, Keith Richards percebeu Markus Larsson era o responsável por ter escrito a review. O humor de Keith mudou rapidamente. “Ele estava de bom humor antes de eu começar a perguntar sobre o show no Ullevi. Ele bebeu e fumou algo amarelo e riu. Mas tornou-se rapidamente desconfortável, disse Markus Larsson. “Seus olhos ficaram pretos e ele estava absolutamente furioso. Ele se levantou e perguntou se poderiamos por tudo às claras e resolver a questão imediatamente”, continuou o jornalista, garantindo que Keith tentou chutá-lo.
Larsson disse que se sentiu desconfortável e que queria ir embora antes de apanhar. Fanny Birraht, gente de relações públicas da Norstedts Edition declarou que foi episódio triste. “Eu não estava lá. Foi entre eles em uma sala fechada e eu não estava lá, ela diz. Klas Lindberg, diretor de notícias de entretenimento no Aftonbladet afirmou. “O comportamento de Keith Richards é completamente inaceitável. Atacar um jornalista desta forma é grave. Richards está claramente fora de equilíbrio e espero que as pessoas próximas a ele façam alguma coisa”.
Nota do blog: Como conversávamos nos comentários do post anterior. O jornal tem total direito de achar o show bom ou ruim. Dar a nota que quiser. Só não tem o direito de mentir e usar a imagem de alguém para se promover. Keith não estava bêbado. Ele estava sob efeito de medicação pesada conta convulsões, que afetam o equilíbrio das pessoas. Em vários shows da tour europeia de 2007, ele teve dificuldades por causa disso, mas passou por cima do problema com imenso profissionalismo. É medonho que jornalistas musicais desconheçam tal fato e ou que façam que desconhecem e usem isso para ganhar destaque, como infelizmente volta a ocorrer agora, porque o mesmo sujeito ainda vai entrevistar Keith e faz provocação perguntando sobre o concerto da Suécia, que, conforme todos os relatos, foi normal, nada diferente de todos os demais da tour.
Nossa amiga Ligia, nos faz um reparo, com o qual concordamos e registramos. O fato de o jornal e o jornalista terem sido sacanas não dá direito ao Keith de agredir as pessoas ou ameaçá-las. É sempre possível uma medida jurídica em relação a calúnia, injúria, difamação ou danos morais. Se cada vez que formos contrariados resolvermos tudo no soco, bem, voltaremos para o tempo das cavernas. Mas enfim.

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