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Keith Richards deu uma entrevista recente, na qual falou sobre seu novo livro, ilustrado por sua filha mais velha, Theodora, sobre os planos de lançar a segunda parte de Life, sua aclamada biografia, e sobre os próximos passos dos Stones.

A entrevista foi conduzida por Mesfin Fekadu, jornalista da Associated Press, no Germano Studios, em Nova York, onde Keith gravou algumas faixas de seu novo disco. 
Associated Press: Por que você decidiu escrever este livro?
Keith Richards: A ideia veio de meus editores. Eles disseram ‘há alguns capítulos sobre seu avô que poderiam virar um grande livro infantil’. Livro infantil? Isso não é pra mim… e na mesma época minha filha mais velha disse ‘quer saber?’, e eu conheço aquele tipo de olhar em uma mulher. Pensei: ‘não me diga que você está grávida, o que significaria que vou ter meu quinto neto’. 
AP: Life, de 2010, foi um sucesso comercial e de crítica. Houve alguma pressão em relação a Gus & Me?
KR: A ideia veio de meus editores, então você sabe, ‘talvez Keith possa vender mais alguns livros’. É o negócio deles, afinal. Na maioria das vezes eu diria ‘esqueçam, não vou fazer isso’. Mas por causa das circunstâncias e tendo outro neto, as coisas começaram a se encaixar, e eu disse ‘dane-se, vamos fazer’. 
AP: Você quer escrever mais livros?
KR: Eu não sei. Tem havido algumas conversas sobre fazer o volume dois (de Life) porque muita coisa ficou de fora. Posso guardar isso para depois. Eu não tinha intenção de escrever minhas memórias, mas eles me pressionaram ‘vamos lá, você tem que contar sua história. Aqui está o dinheiro’. OK, me convenceram. E achei que eu poderia encaixar bem as coisas e contar uma boa história.
AP: Os Stones vão para a Austrália no próximo mês. Você está ansioso?
KR: Antes de tudo tem o jetlag. Pensei ‘eu vou via Fiji, onde quero encontrar e derrubar a árvore de onde caí na última vez que estive lá e passar alguns dias me recuperando do jetlag, e daí seguir para a Austrália. É que o jetlag é a parte mais difícil de viagens como essa. 
AP: Vocês vão fazer mais shows?
KR: Eles (os promotores) têm a América do Sul alinhadas para fevereiro, Buenos Aires, Peru. E depois disso, sei como as turnês dos Stones são, então elas tendem a se estender.
AP: Então a banda poderia excursionar por 2015?
KR: É o que parece.
AP: Você está trabalhando em algo novo?
KR: Tenho um disco solo terminado, mas não quero lançá-lo enquanto os Stones estão trabalhando, então estou pensando no próximo junho.
AP: E como foi o processo de gravação?
KR: Fizemos sem pressa. Acho que passei uns dois anos (trabalhando nele). Steve e eu sempre estamos trabalhando em algo, mas a cada um mês ou dois nós viemos aqui e gravamos algumas coisas em um dia. Quase todo disco que gravei foi “você tem mais 5 dias (para terminá-lo)’ mas neste nós aproveitamos o nosso tempo.
AP: Qual a diferença em se gravar hoje, em comparação com o tempo de antigamente?
KR: A tecnologia – isso se transformou enormemente. Acho algumas coisas (em relação à tecnologia) muito confusas, em especial o que se refere à tecnologia digital.
AP: Falando em tecnologia, você é fã de redes sociais?
KR: Eu me mantenho longe. Nem computador eu tenho. Eu tenho um pequeno tablet com o qual eu brinco um pouco. Sem senhas. Quero dizer, não quero ser hackeado.
AP: Você ouviu falar sobre o recente vazamento de fotos de celebridades nuas?
KR: Quanto mais ouço sobre isso, mais tenho certeza de que estou certo. 

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