Relato postado por jbirenz, no Shidoobee/ fotos de Kevin Mazur, postadas no Rocks Off
Paulo Holdengraber, Director da Biblioteca Pública, fez uma introdução, excelente material engraçada, num palco montado para a conversa. Entre outras coisas, ele falou sobre o amor de Keith pelas bibliotecas. Quando nós entramos, cada um de nós recebeu cópia de Life assinada por Keith. O livro tem uma aba com a assinatura de Keith impressa, mas nossos livros também tiveram as assinaturas originais. Logo depois, tivemos conversa com James Fox, que autografou nossa cópia do livro também. Fox foi muito gentil e parecia estar muito feliz pela atenção e respeito que as pessoas tiveram por ele e conversou com todos.
A palestra teve uma hora de duração. Anthony DeCurtis é um excelente entrevistador – ele fez questões bem formuladas, interessantes, todas para estimular Keith a falar sobre o que ele escreveu no livro. Ele sabia exatamente quando parar de falar ou de perguntar. De Curtis nunca falou em cima de Keith. Foi uma entrevista sem reparos.
Entretanto, a maioria das respostas de Keith foram muito curtas. Ele não foi tão expositivo como já ouvi em algumas entrevistas recentes. Ele não contou histórias, e nunca entrou em profundidade sobre qualquer coisa. Isso foi decepcionante. Por exemplo, DeCurtis pediu para Keith falar sobre o processo de escrever uma canção com Mick. Keith deu uma resposta interessante até, disse o que o legal era a colaboração com uma outra pessoa, mas ele nunca respondeu sobre o processo de escrever música – algo que eu ficaria fascinado ao ouvir falar. Ainda assim, houve muitas coisas interessantes.
Keith afirmou que aprendeu a usar drogas com outros músicos. Ele perguntava aos caras como eles lidava, com a pressão, as viagens constantes e disseram-lhe que as drogas eram o caminho, e ele foi atrás. “Faz 30 anos desde que fui um drogado,e todo o meu conhecimento sobre drogas está desatualizado”, disse Keith.
Keith falou sobre sua experiência crescer na esteira da Segunda Guerra Mundial, quando grande parte da Inglaterra estava em ruínas, e pensando que aquilo era normal e do prazer que teve ao saber que aquilo não era o normal. Ele também falou sobre a importância das bibliotecas. Ela inclusive o ajudaram a perceber que havia mais vida pelo mundo do que aquilo que ele viu no pós-guerra na Inglaterra.
Keith não Mick falão tão mal de Mick. Ele o chamou o melhor vocalista de sempre e mencionou que algumas das músicas que escreveu foram escritas especificamente para Mick cantar (Midnight Rambler e Gimme Shelter – ele disse).
Questionado sobre os três melhores momentos de sua vida, Keith disse que uma delas foi a primeira vez que entrou num estúdio para gravar. A segundo foi fazer o primeiro show na América, na Academia de Música de Nova Yorque, e a terceira ainda não aconteceu. Keith disse que está sempre empurrando os Stones para frente e que podemos esperar por algo no ano que vem. YOU CAN READ THE COMPLETE REVIEW IN ENGLISH HERE.

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