CRÉDITO OBRIGATÓRIO DAS FOTOS: Mário Lagos/Stones Planet Brazil


Por Mario Lagos (Exclusivo para Stones Planet Brazil)
De Wercheter, na Bélgica
O dia mais
longo.
Sábado, 28 de
junho 08 horas da manhã (horário francês), estamos todos os quatro prontos para partir ao encontro de um
quinto comparsa que nos acompanha na peregrinação a Werchter.
Todos temos
bilhetes Golden Circle, menos um que não tem qualquer tipo de entrada para o
show, mas a sorte sorri aos audazes! Antes de sairmos, demos uma ultima olhadela à Internet e ai soubemos sobre a morte do Bobby Womack. Então, durante a viagem saiu obviamente o tema da homenagem que seria prestada pelos
Stones. It’s All Over Now era unanimidade, seria tocada. 
Foram 360km, umas
quatro horas de viagem, sem contar as filas à entrada (uns quilômetros antes) do recinto. A chegada foi por volta das 15h, então podem imaginar quais são os temas de conversa
quando cinco fãs se encontram fechados num veículo durante sete horas. E tínhamos
especialistas.
Tirando os
acessos, o recinto estava ok. Quando chegamos ainda se podia andar de um lado
para outro a passear, tirando as lojas de Merchandising, que estavam superlotadas (meu amigo demorou duas horas para obter
uma t-shirt). Às 17h, uma das lojas já não tinha mais camisetas.
Passadas umas
horas, estávamos todos de acordo em deduzir que a vista da massa humana e das
dificuldades para se mover (o sitio é grande) estavam muito mais das 60 mil
anunciadas – não pode ser.
Um pouco de
chuva fraca durante a tarde, com boas atuações dos locais Arno e Tringerfinger, além dos Simple Minds. Todos muito aplaudidos e seguidos pelo público.
De repente quem
aparece? O nosso amigo sem bilhete. Não me perguntem como. Um verdadeiro
fã sempre se desenrasca! 
Depois seguiu uma espera que sempre se torna longa demais. O Keith deve ter utilizado o seu
pau de feiticeiro e parou de chover.  
Foi mais um show muito bom ao nível do som e da
performance. Não houve erros a salientar. Não vou
comentar o setlist, porque tirando a homenagem a Bobby Womack, ele está sendo repetitivo, embora mais uma vez Midnight Rambler tenha sido excelente com Mick Taylor, a começar com umas notas
que faziam pensar em You Got The Blues.
Pessoalmente
quero deixar um recado que já foi dito várias vezes. Não percebo o que faz Mick Taylor com guitarra acústica em Satisfaction, quando Sway, Moonlight Mile, Can’t You Hear me Knocking ou Heartbreaker poderiam ser fantásticas.
A salientar
duas coisas na minha opinião. Apesar de alguns sorrisos, conseguiu-se notar que
Keith estava com o semblante carregado e Ronnie foi mais discreto em relação a movimentações e brincadeiras do que de costume (mas nao em nível musical!!!) Decerto, o peso da notícia do falecimento de Womack contribuiu.
A chuva começou a voltar na segunda parte do show, o que fez com que o Mick passasse
varias vezes em quase todos os temas pelo catwalk. Isso incentivava a
multidão. Em nada a chuva estragou o espetáculo. Foram grandes profissionais, com grande som
e grande show como sempre. Sempre que
voltas levas com um furacão nos olhos e nos ouvidos. 
Depois do show, mais uma vez a loja com filas enormes. Lá voltamos depois da fila para sairmos de
carro. Pegamos a estrada às 9h da manhã de volta a Paris. É claro, sem dormir, mas tal como nossos ídolos e até que o corpo aguente. E estaríamos os cinco prontos
para irmos direto para a Suécia se fosse possível!
No final, nesta
minha trilogia Lisboa-Paris-Werchter não tenho por onde me arrepender do que que
seja. Não sei se este
será o meu ultimo relato, mas se foi o meu último tour e relato as coisas
acabam da melhor maneira!!!

 CRÉDITO OBRIGATÓRIO DAS FOTOS: Mário Lagos/Stones Planet Brazil

  

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