Mick Jagger concedeu longa entrevista ao jornal La Repubblica, de Roma, em que fala sobre o relançamento de Exile on Main St. em maio. Há ótimas revelação na entrevista. Iremos reproduzir os principais trechos, porque ela é enorme. Se você sabe um pouco de italiano, pode ser a íntegra da entrevista indo em http://www.repubblica.it/spettacoli-e-cultura/2010/01/22/news/intervista_jagger-2046976/.
Fizemos uma edição na entrevista e a tradução é tosca, mas pega o sentido do que Mick disse. Valos lá.

Começamos falando sobre Exile On Main St. Será reeditado…
Mick – Eu remixei onze faixas inéditas. Algumas são bastante interessantes.
Por exemplo Following the River?
Mick – Sim, é uma balada aom piano.
E Plunder my Soul?
Mick – Dizemos que é uma comédia.
Pois, e Sophia Loren?
Mick – É apenas um título de trabalhio. Não lançaremos assim. Por enquanto, isso é só para atrair as pessoas.
Como você descobriu a presença desses vestígios?
Mick – “Quando a gravadora me perguntou se eu queria republicar Exile On Main St., perguntei a alguns “especialistas ” dos Rolling Stones que me enviassem todos os demos disponíveis. Eram bootlegs. Quando aeu os ouvi pela primeira vez eu disse: “Espere um minuto, mas essas coisas não vêm do mesmo período. Estas coisas foram tiradas provavelmente no final dos anos 70, talvez início dos anos 80”.
Na prática, você nem lembrava que tinha isso?
Mick – Não, não. Eu tinha que entender exatamente quando as faixas foram feitas porque Exile On Main St. não foi registrado de uma só vez, mas dentro de um período de três anos. Então, eu tive que voltar no tempo com a mente e procurar faixas adicionais dignas de serem publicadas. Eu ouvia em fitas cassete.
Como você se sente hoje em relação ao Exile?
Mick – A coisa boa sobre este disco é que ele fica interessante quando visto como um trabalho em conjunto, na sua integridade. Sua principal característica é que tem muitas faixas acessíveis. Tumbling Dice foi a única canção que foi bem sucedida, mas por outro lado havia tantas canções cativantes quanto em Some Girls. É um álbum muito interessante, com tantos estilos musicais diferentes: blues, um pouco de country, um pouco de rock ‘& roll e mais algumas coisas que não podem ser colocadas em uma categoria. Digamos que representa bem a extensão da boa música dos Stones. É eclético porque tinha influências ecléticas. Então, sim, eu gosto deste disco, embora eu nunca o ouça.
Você disse certa vez que “você deve ter cuidado para não ficar preso no passado e deixar de ententer que as coisas em torno de você mudam.O passado é uma armadilha para você?
Mick – Eu digo que você deve ver o seu passado para fazer muito mais. Ninguém quer estar preso, naturalmente, no passado, mas eu gosto bastante de lançar as coisas velhas, devolvê-las à luz e ver como como soa hoje. A verdade, para retornar a Exile, minha reação inicial foi: Eu realmente não me importo sobre qualquer dessas coisas, não vou tetar. Mas eles insistiram: Você pode só dar uma rápida olhada, estamos confiantes de que há algo de bom … e assim, no fim, foi muito divertido fazer esta pesquisa. Era como remexer no sótão, mexer num baú de roupas velhas.
Eu sempre gostei de cantar e sempre cantei, mas eu nunca pensei que poderia ser um cantor. Não, um cantor profissional, mas apenas por diversão. Uma coisa para fazer durante as férias.
AQUI HÁ O AUDIO DE 48 MINUTOS DA ENTREVISTA: http://www.rollingstonemagazine.it/musica/laudiointervista-a-mick-jagger

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