Por Rafael Guimarães
 A sonoridade de Keith Richards é considerada uma das mais
características do rock’n’roll.  E mesmo
com o passar dos anos o guitarrista não se rendeu à modernidade como efeitos
digitais e utilização de muitos pedais, etc. O som que ouvimos em praticamente
todas as músicas da banda são basicamente guitarra e amplificador. Algumas
vezes pode-se ouvir um Phase 90, pedal que o guitarrista começou a utilizar
nos anos 1970. Em Some Girls é possível ouvir algumas canções com este efeito,
como a música que dá nome ao disco. Este efeito também foi utilizado nos anos 1980. Um exemplo é a música Heaven, do disco Tattoo You, de 1981.
Além do Phase 90, Keith utilizou no início da carreira, um Gibson
Maestro Fuzz Box, que por sinal foi o pedal usado para criação de um dos riffs
mais marcantes da história. Em suas próprias palavras:
 – Em “Satisfaction” eu estava imaginando trompas,
tentando imitar seus sons para colocar mais tarde na faixa quando gravássemos.
Eu já tinha ouvido o riff na minha cabeça do jeito que Otis Redding fez depois,
pensando: “Isso vai ser a linha da trompa”. Mas não tínhamos nenhuma
trompa, e eu ia apenas dublar. O tom fuzz veio a calhar para que eu pudesse dar
uma forma ao que as trompas deveriam fazer. Mas o tom fuzz nunca tinha sido
ouvido antes em lugar nenhum e foi esse o som que atraiu a imaginação de todo
mundo. Quando me dei conta, estávamos ouvindo a nós mesmos no rádio em
Minnesota, “Sucesso da Semana”.
Keith vem utilizando há alguns anos um Fulltone Tape Echo para dar um pouco mais de “profundidade” ao seu som, bem como um Ibanez TS9 Tube
Screamer para sujar  um pouco mais seus
amps.
O importante é moderar o uso de efeitos, quando se trata de
querer a sonoridade dos Stones. Conforme o próprio Keith fala: “Quanto menos
notarem que você está usando efeitos, melhor. Se você exagerar e todos
perceberem que você está usando um phaser, por exemplo, é sinal de que está no
caminho errado. Use efeitos com bom senso e sutileza.”
Os amps:
O equipamento de Keith Richards mudou muito durante os anos
(afinal, são 50 anos!), tendo utilizado vários modelos. Entre 1964 e 1966 – Fender
Dual Showman. Até 1969, Keith usou alguns modelos Vox e Hiwatt, até encontrar
os modelos 120 watt V-4 head/VT-22 combo e 60 watt V-2/VT-40 da Ampeg, que
definiram seu timbre ao vivo durante esse período. 
Entre 1977 e 1993, Richards utilizou alguns modelos Mesa
Boogie, como o 100 watt Mark 1 A804.
Nos últimos 20 anos, o guitarrista vem utilizando os modelos
TWIN AMP da Fender. Apenas por curiosidade: um de seus vários TWINS tem o nº de
série #00003…
Em 1997, Keith Richards encomendou 20 amplificadores OAHU
para a turnê Bridges to Babylon e, desde então, mistura o som deste pequeno amp
ao seus Fender Twin.
Para gravações, Keith não utiliza os modelos TWIN. Em
estúdio, prefere amplificadores menores, como o Fender Tweed Champ.
Basicamente, este é o set de pedais e amps que Keith vem
utilizando durante os anos de estrada. Mas o mais importante para chegarmos ao
timbre característico é necessário estudar os riffs e a pegada de Richards.
Com isso, teremos 80% do caminho.

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