Por André Ribeiro
Meu amigo Nélio Rodrigues, a quem tive o prazer e a honra de privar neste sábado no Vip Lounge do show dos Rolling Stones no Maracanã, está corretíssimo. Os Stones são fenômenos de vitalidade. São mesmo. O que esses senhores têm feito na Olé Tour-2016 é o que sempre fizeram. Mick, Keith, Ronnie e Charlie ao longo de suas carreiras mostraram que a idade não é algo que os afete. A diferença é que nunca eles tiveram 70 anos, o que para qualquer mortal tem um peso considerável, especialmente quando você leva a vida tocando em estádio abarrotados por 2h15min. A questão é que os Stones são imortais, feitos de outro material, muito mais resistente do que o que temos em nossos frágeis corpos humanos.

Os Rolling Stones estão vivos, inteiros e dão surra de disposição em qualquer garoto de 20 anos. Sir. Mick Jagger segue atravessando o palco gigantesco correndo e pulando de um lado ao outro freneticamente. Claro que Mick é “macaco velho” e hoje em dia mexe muito mais os braços e rebola do que realmente corre e salta, mas aos 44 anos eu não consigo fazer o que ele faz por 15 minutos. Se tentar, vou precisar de atendimento médico.
Mas o fato é que os Stones levaram 65 mil pessoas ao delírio no Rio de Janeiro, que se não estava completamente lotado, faltou muito pouco para ter ocupação total.
O concerto do Maracanã foi um dos melhores da Olé Tour. E me atrevo a dizer que foi o melhor show que a banda já fez no Brasil, superando a lendária apresentação de 28 de janeiro de 1995, no Estádio do Pacaembu. Os Stones foram perfeitos. Praticamente não cometeram erros e mostraram estar muito concentrados no trabalho. Ao lado das gigs do Chile e de Montevidéu, o show do Rio está no topo das performances deste ano. Dos 14 shows que vi dos Stones entre 1995 e 2016, seguramente o de sábado está entre os cinco melhores.

Pessoalmente gostei muito da interpretação de Doom and Gloom. É por ter material novo quando se acompanha muitos shows em sequência e a canção caiu muito bem no set list. Keith deu show em You Got the Silver e Before They Make me Run. Angie foi cantada em coro pela multidão e substituiu bem Wild Horses, que desta vez ficou de fora, mas numa apresentação de tão alto nível, fica difícil apontar momentos de destaque, porque todos os momentos foram sublimes.
A próxima parada é quarta-feira em São Paulo, no Morumbi. Será meu 15º show dos Stones, o 5º da Olé Tour. Nos vemos lá.

 

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