Por Saulo J.B. Londres
Assistir ao vivo um Show dos Stones é, por demais conhecido, uma experiência única. O mais surpreendente não é o que Caetano Veloso considerou ser este momento uma das 8 maravilhas do mundo, como deixou claro na canção Tapete Mágico. O que mais fascina, ainda hoje, mais de 50 anos depois de tudo começar, é constatar que o show é apenas uma parte do todo. Quem vai a um show da maior banda de Rock and Roll do mundo tem de se antecipar ao evento, tem de chegar um pouco antes, tem de sentir os dias que o antecedem e as mudanças comportamentais e de humor que a expectativa do espetáculo cria. As pessoas se vestem de Stones, se reconhecem neles e se tornam mais felizes, mais receptivas, mais humanas. Vai se estruturando uma espécie de irmandade, de cumplicidade e troca, que não vejo acontecer com qualquer outro artista. Existe uma energia e uma beleza que se funde em pura bondade. Brinca-se como criança antes e depois. Assim são e agem estes homens, assim fazem sua arte, com uma dedicação e respeito com seu público, de forma tão inédita que dificultam identificar onde está o melhor momento que caracteriza este acontecimento. Sim, os Rolling Stones são um acontecimento de celebração a vida e onde esta recebe um zoom de amor, deboche, transgressão e alegria, que genialmente são colimados pelo brilho de suas individualidades e do seu todo. Quem os viu ao vivo sabe disto, quem não os viu procure fazê-lo, para saber que eles são muito mais do que o melhor Rock and Roll já feito em todos os tempos e continuarão sendo. Tudo isto estava presente antes, durante, e depois do dia 06/07/2013 no Hyde Park em Londres e vai existir onde eles chegarem.

Comentários

comentários