Foto Columbus Dispatch

Por Caio Dimov, de Columbus (Ohio)
Depois de uma viagem de quase 6 horas de carro de Chicago a Columbus, de perceber que ia encarar o show sem máquina fotográfica e com pouca bateria no celular, finalmente cheguei lá. O segundo show oficial da Zip Code Tour foi realizado em Columbus, cidade de médio porte do estado de Ohio. Com ar de pacata, foi uma boa anfitriã para os milhares de fãs dos Stones que invadiram a cidade nesse final de semana. Segundo o hotel que fiquei, a cidade estava com 90% de ocupação por causa do show. 
O evento foi realizado no estádio da Ohio State University, que fica dentro do Campus. Isso trouxe um clima mais tranquilo para o pré-show, onde podia-se encontrar famílias fazendo o Tailgating, que é o famoso churrasquinho do lado do carro que americanos fazem antes de jogos esportivos. Gente de todas as idades e lugares curtindo a atmosfera antes do show. Porém, por ser realizado dentro do campus, ficou mais difícil de estacionar e circular por ali também. 
Um colega meu demorou 40 minutos para pegar um taxi e eu fiquei 50 minutos dentro do campus até conseguir um lugar para estacionar. Na frente do estádio, três barracas com souvenirs ficaram lotadas o tempo todo, com os tradicionais preços salgados dos stones. Recomendo dar uma olhada no photo book da tour que é de alta qualidade. A expectativa de casa cheia demorou para se confirmar. 
Quando o show do Kid Rock começou, pontualmente às 20h, metade das cadeiras ainda estavam vazias, com os fãs ainda fora do estádio ou atrasados pelo rápido temporal que caiu horas antes do show. O show do Kid Rock foi rápido e pouco animado. A plateia se empolgou mais quando ele chamou ao palco o soldado Robert O’Neill (que participou da operação que matou Bin Laden) do que com as músicas do cantor americano. 
Os Stones subiram no palco exatamente 21h30 com quase todo o estádio cheio. O show seguiu a estrutura que os Stones vem utilizando nas ultimas turnês sem grandes surpresas, com Paint it Black vencendo a votação da internet. Como de costume, Mick estava com muita energia e brincando com a plateia. Lembraram que a primeira vez que estiveram em Ohio foi em 1964 e perguntaram se tinha alguém ali que esteve naquele show. Achei Keith e Ron mais discretos que o normal, comparado por exemplo com o show que fui no Rock in Rio Lisboa no ano passado. No entanto, isso não diminuiu a qualidade do espetáculo. 
Como todo bom show dos stones, o público era muito diverso. Na minha frente tinham duas crianças de menos de 10 anos vendo seu primeiro show de rock assim como uma senhora sofrendo de câncer realizando o seu sonho de ver os stones e outro senhor que estava no seu 48º show. A agitação, no entanto, não foi tão alta assim. Poucas músicas foram cantadas juntas pelo estádio e em muitas delas o público permanecia a maior parte do tempo sentado, seja nas arquibancadas ou na arquibancada. 
Mas nada disso importa, já que o show foi muito bom, com apenas uma falha no microfone em gimme shelter e um problema no retorno em You Can’t Always Get What You Want. Nesta música, o coral da Universidade cantou com os Stones e foi quando o público mais se empolgou com o show, antes do tradicional fechamento com Satisfaction e fogos de artifício. Em resumo: Show sensacional, com um estádio/localização diferente do normal e um público relativamente gelado. Valeu pena a jornada para assistir os caras mais uma vez. Vida longa aos Stones!

Comentários

comentários