Hoje foi um dia de grandes emoções. Depois de anos de espera pela oportunidade, finalmente fui a Cheltenham, onde está o túmulo de Brian Jones e onde nasceu o fundador dos Rolling Stones. Acompanhado pelos amigos argentinos Cesar Bersais e Estela Quintana e pelo chileno Alex Carrasco, percorremos as duas horas que separam Londres na terra do guitarrista.

A viagem é tranquila. Trocamos de trem em Swindon e logo chegamos ao nosso destino. O dia ajudou muito, já que estava ensolarado, sem uma nuvem no céu. As emoções começaram na chegada quando avistados a placa indicando que estávamos realmente onde Brian nasceu.

Com Cesar Bersais na estação de Cheltenham

Depois de uma caminhada não muito longa, chegamos à casa onde o Stone viveu entre os anos de 1942 e 1950. O imóvel é habitado, mas os proprietários não se incomodam se os visitantes tirarem algumas fotos rápidas da placa que foi colocada na parede indicando que Brian viveu ali. Trata-se de uma casa grande, na Eldorado Road.

Seguimos caminho e encontramos o The Rotunda, pub favorito de Brian, onde ele tomava drinks com os amigos no final de tarde. É um típico pub inglês, com decoração rústica, o que sinaliza que se trata de um lugar realmente antigo. Você fica com a impressão de que Brian vai entrar a qualquer momento e pedir uma cerveja.

Na direção do centro de Cheltenham, que é uma cidade pequena e muito bonita, achamos a famosa igreja onde Brian foi velado. No documentário 25×5 há cenas do momento em que o caixão de Brian deixa a igreja. Charlie e Bill estavam presentes. No vídeo, a canção Blues Turns to Grey é tocada, dando um tom ainda mais emocionante à cena.

Bom, o próximo destino seria obviamente o de maior emoção. O Cheltenham Cemiteries and Crematorium fica um pouco mais afastado e pegamos um ônibus. Os funcionários do lugar estão acostumados a receber fãs dos Stones e na portaria já te entregam mapa do cemitério e dão a indicação de onde está Brian. Eles ainda avisam que não se trata de uma lápide diferenciada e que há várias iguais.

Depois de pequena caminhada, avista-se um banco debaixo de uma árvore, numa “esquina” do cemitério. À frente do banco, que tem placa em homenagem a Brian, está a  tumba do Stone.

A emoção realmente é forte. É uma sensação bastante dura. Não é triste, ao menos eu não senti tristeza, mas era uma sensação estranha, difícil de descrever. O fato é que Brian Jones estava enterrado ali.

Fizemos fotos, prestamos as nossas homenagens e um funcionário muito gentil tirou uma foto de nós quatro. A seguir, ele disse que o túmulo de Brian era muito popular e que muita gente ía ao cemitério para vê-lo. Pessoas do mundo inteiro, referiu. Feito isso, seguimos nosso rumo com o dever cumprido.

Igreja onde Brian foi velado

A descoberta

Acontece que o Cesar é louco. Trata-se de um obsessivo e queria de todas as formas encontrar o lugar onde Brian nasceu. Ele pesquisou a fundo a informação, já que nem a prefeitura de Cheltenham sabia e teve de ir atrás. Como eu sou tão demente quanto ele, mesmo sem conseguir caminhar de tão cansado, fui me arrastando com ele para desvendar o mistério.

Bom, nós caminhamos. E acredite. Caminhamos muito. O Google Maps perdia o sinal, a gente se perdia, mas fomos indo até que achamos o lugar.

Ocorre que Brian nasceu numa clínica chamada Nursery Home, que funcionava em 1942, mas que logo fechou. Anos depois, o prédio foi incorporado ao campus da University of Gloucestershire. O nome do prédio é Dunhome. Foi exatamente neste lugar que Brian nasceu, segundo a pesquisa do Cesar junto à prefeitura de Cheltenham. Ele tem as mensagens da prefeitura documentando a informação.

Foi uma coisa de doido, porque caminhamos tanto, que cheguei num estágio de cansaço tão grande, que não havia mais como evoluir e até descansei. Como o Cesar diz, “as pernas estão cansadas, mas a cabeça faz seguir para cumprir o objetivo”.

Chris Jagger no Ealing Club

E assim foi nosso dia, que certamente nunca será esquecido por nenhum de nós.

Mas a aventura não para. Hoje tem Chris Jagger no Ealing Club, pub onde os Stones tocaram pela primeira vez com a formação original e onde todo o blues britânico foi formado. O evento é apoiado por Stones Planet Brazil e pelo Fan Club Patagônico dos Rolling Stones e certamente vamos trazer muitos relatos, fotos e vídeos do show, que está esgotado.

Fiquem ligados que vamos postando as novidades, sem esquecer que sexta tem show dos Stones no London Stadium e lá estaremos de novo para conferir de perto os guris tocarem.

Mensagem aos leitores

Aqui temos vídeo em que mando recado aos nossos leitores. Achei meio estranho, mas entendi que devia fazer o registro, já que foi momento histórico.

 


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