Por Daiane Hemerich 
De Londres
Cheguei na Staachi gallery 10 minutos antes do horário especificado no meu ticket (16h), foi bem fácil de achar – fica a 5 minutos da estação Sloane Square. Deixei o casaco e a mochila no cloakroom e comecei a aventura. Depois da primeira sala com a introdução à exposição – contendo um letreiro gigante vermelho escrito ‘ladies and gentlemen’.
 Entrei numa sala forrada com projeções de filmes e fotos de todos os momentos da carreira. Nas próximas 3 salas foi recriada a primeira casa onde eles moraram, Edith Grove, com a considerável bagunça e sujeira que deve mesmo ter sido. A próxima parte era dedicada às primeiras turnês britânica e americana, com exposição de vários documentos, contratos, primeiras gravações, tapes gravadas no Crowdaddy, posters dos primeiros shows, até diários do Keith.  

A próxima sala, minha preferida da exposição, estava recheada de guitarras. Também nessa sala havia letras escritas a mão (mas não muitas, bem menos que na exposição do Bowie por exemplo) e ferramentas interativas pros visitantes mixarem suas músicas preferidas. 
A próxima sala foi dedicada às gravações, com uma recriação de um estúdio com direito à mesa de mixagem e tudo. Também tinha várias informações sobre a época do Pathe Marconi, fotos, gravações, tapes gravados no Olympia. A próxima parte era dedicada aos filmes, começando por um corredor com os cartazes e uma sala com uma tela gigante passando um video em que o Scorcese falava sobre como é trabalhar com os Stones na gravação de um filme, e sobre a importância dos Stones pra ele. 
Outra sala era dedicada só aos videoclipes, com uma projeção gigante de cenas dos clipes em ordem cronológica. A próxima sala foi dedicada só à história do logo da banda, e todas as ideias em torno da língua icônica. As próximas duas salas eram dedicadas a design das capas dos discos e design dos palcos, essa última com protótipos, projetos, modelos, etc. 
Depois disso um corredor com litografias do Andy Warhol levava até a enorme sala das roupas usadas por eles em shows e apresentações na tv. As cabeças dos modelos da primeira parte imitavam as fotos do Goats Head Soup, bem legal, e a última parte dessa sala apresentava só o figurino especial do Mick pra ‘Sympathy for the Devil’. 

A próxima sala, também uma das mais legais, era dedicada só a objetos aleatórios e curiosos da banda, como o burro usado pra capa de ‘Get Yer Ya-Ya’s Out!’ carregando a Gretsch do Charlie, setlists, algumas das bonitas ‘telas’ com o setlist trabalhadas pelo Ronnie, o robe do Charlie com vários patches dos Stones costurados, a mala de roupas escandalosa do Keith, a cadeira de maquiagem do Mick, e diversos outros objetos. 
Na última parte, uma recriação do que seria o backstage leva a uma performance em 3D onde, pra minha surpresa e alegria imensas, a música apresentada é a Satisfaction no show do Hyde Park em que eu estava. Foi demais ver as flores vermelhas de papel caindo na minha frente em 3D sabendo que tenho algumas delas guardadas comigo até hoje desde aquele dia.
No geral, a exposição foi dentro das minhas expectativas (esperava algo parecido com a exposição do Bowie ou com a exposição ‘The British Music Experience’, e foi bem isso. Tirando que o ingresso do Exhibitionism foi bem mais caro que as mencionadas anteriormente. Mas tudo bem, claro que valeu cada centavo.
No site li que seria necessário 1h e meia pra visitar toda a exposição. Reservei duas horas pra isso (das 16h às 18h) e tive que passar por algumas salas sem ler tudo e ainda dar uma corridinha no final pra poder pegar a loja de souvenirs aberta.
Depois que a galeria fechou aproveitei pra peregrinar por Chelsea e passar pelos pontos estratéticos (3 Cheyne Walk, 48 Cheyne Walk, 102 Edith Grove). Já tinha visitado esses lugares há 5 anos mas senti que a ocasião pedia uma outra passadinha por lá.

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