O jornalista Lúcio Ribeiro escreve em sua coluna no Popload que a tour dos Stones pela América do Sul está ameaçada pela crise na Argentina, situação que já foi fartamente abordada aqui. Segundo o colunista, os shows estariam ameaçados porque os produtores “hermanos” não estariam conseguindo garantias bancárias de que teriam como quitar os 25 milhões de dólares exigidos pelos cinco shows em Buenos Aires (nós acrescentamos que é porque eles não conseguem comprar dólares por restrições impostas pelo governo argentino, que atravessa grave crise, não tendo como pagar).

Até aí, não temos nada de muito diferente. O jornalista justifica a chance de cancelamento da tour porque Brasil, Argentina e Chile seriam a espinha dorsal dos grandes shows pelo continente e que para ter os Stones sem a Argentina, Brasil e Chile teriam de pagar mais caro.
Bom, isso está bem errado. Primeiro porque o Chile não tem nem nunca teve qualquer relevância para as tours dos Stones. Depois porque a banda (AEG Live na verdade) cobra 5 milhões de dólares por show. Se por acaso não houver concertos na Argentina, haverá um buraco de duas semanas na tour, abrindo espaço para shows em outros lugares, como o Paraguai ou mais cidades brasileiras. Mas jamais a ausência da Argentina representaria aumento de custo para os demais locais.
O fato é: há crise na Argentina, a questão é delicada, mas os Stones sempre priorizam o país vizinho e quando querem tocar na América do Sul eles dão um jeito, como fizeram em 1995, 1998 e 2006, com ou sem crise econômica. Quando não querem, eles não tocam, como em 2003, com ou sem crise econômica. É preciso ter calma e não sair espalhando boatos bobos e sem conhecimento de causa por ai.
Por enquanto, não há alteração no quadro. A questão segue sendo negociada e o risco de cancelamento da tour parece remoto. Mas é preciso esperar.
Lembremos que Keith Richards revelou recentemente a intenção da banda de tocar na América do Sul e citou a Argentina como um dos países a serem visitados. Essa informação foi repetida por ele em uma entrevista publicada pelo jornal francês Le Figaro, em sua edição do último dia 3 de outubro. Então, um pouco de calma nesta hora.

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