Honk é deleite para antigos e para novos fãs dos Stones. É simples assim. Se você está engatilhando na vida de fã de maior banda do mundo, a coletânea traz praticamente todas as principais canções pós anos da ABKCO. E se você é um hardcore fan de longa data e costuma ir para a estrada com os Stones, o lançamento vai te fazer marejar os olhos.

Primeiro vamos deixar claro que as únicas edições que realmente interessam na nossa opinião são as que trazem o disco ao vivo gravado durante a No Filter Tour-2017/2018. Seja com a edição com 3CDs ou com a de 4LPs você estará muito bem servido. Claro, estamos considerando pessoas que gostem de comprar discos.

Edição limitada com 4LPs coloridos

Renovação de fãs

A seguir temos de mencionar que há grande renovação entre os fãs dos Stones. Então, muitos jovens na faixa dos 20 anos estão descobrindo a banda. Para estes, o álbum recheado das melhores canções do grupo a partir de 1971 é uma mão na roda. E ter um disco ao vivo atualizado também não vai fazer mal para a gurizada.

Como já passei há décadas da fase de descobrimento dos Stones, obviamente o que me interessa em Honk é o disco ao vivo. Para minha sorte e felicidade, estive em dois shows onde três canções que entraram no disco foram gravadas. She´s A Rainbow, na U Arena-2017, mais Wild Horses e Under my Thumb, no London Stadium-2018.

Lembranças da No Filter Tour

Lembro perfeitamente da emoção quando os Stones começaram a tocar She’s A Rainbow em Paris. Os olhos deste velho fã marejaram. E toda essa lembrança retornou, como se estivesse novamente no show. O mesmo ocorreu ao ouvir Under My Thumb e Wild Horses. Costumo brincar que é possível ouvir a minha voz na multidão (risos).

Questões pessoais à parte, o disco é uma paulada. E para felicidade dos superfãs, sem warhorses (12 canções que os Stones não tiram do setlist nem por decreto), o que não quer dizer que não haja clássicos no álbum. Pelo contrário. É uma porrada atrás da outra: Get Off of My Cloud, Dancing with Mr. D, Beast of Burden, Let´s Spend the Night Together, Dead Flowers, Shine a Light e Bitch, além das citadas anteriormente.

As participações de Ed Sheeran (Beast of  Burden), Dave Grhol (Bitch) e Bad Paisley (Dead Flowers) soam muito bem. Eles não comprometeram as canções e ficou até curioso e divertido de escutá-las com essas perspectivas diferenciadas. Para meu gosto pessoal, Wild Horses com  Florence Welch ficou abaixo das demais, mas não chega a ser um desastre.

Fãs arrepiados

Eu tenho certeza. Se você esteve em algum dos shows da No Filter Tour que tiveram músicas incluídas no disco, você vai se arrepiar. E se você não foi a shows da No Filter Tour, ficará ainda mais ansioso e disposto a ir a concertos que eventualmente venham a ocorrer. Ainda não se tem definição sobre a continuidade da tour em 2019 em virtude da cirurgia cardíaca feita por Mick Jagger.

Vida longa aos Rolling Stones!


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