É neste domingo (12). Com apoio de Stones Planet Brazil, o musical Start me Up estreia nos palcos de São Paulo, às 18h, no Teatro UMC. O espetáculo vai reproduzir os 55 anos de história da maior banda do mundo, num show que passará por todas as fases da banda. Figuros, instrumentos, cenário, tudo será adaptado a cada momento da carreira dos Stones.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro, sem taxas de conveniência, ao preço de R$ 60,00. Quem optar pela internet, pode fazer a compra através do site www.compreingressos.com, com taxa de serviço.

Um show que mistura realidade e interpretação

Uma história em que interpretação e realidade convivem lado a lado, entrelaçadas e confundindo-se a cada momento em um musical. Keith Richards ficou alucinado quando encontrou Mick Jagger na estação de trem de Dartford. O guri beiçudo, filho de Joe e Eva, levava debaixo do braço discos de Muddy Waters e Chuck Berry, o mesmo que ouro para o jovem guitarrista iniciante. O episódio foi o ponto de partida para a formação dos Rolling Stones. Fernando Mello e Marcelo Ceglie deram de cara um com o outro numa estação de trem em São Paulo, 51 anos depois do distante 17 de outubro de 1961. Os dois rapazes paulistanos redescobriram a paixão em comum pela música dos famosos Glimmer Twins e uniram-se na Rolling Stones Cover Brasil a partir do segundo semestre de 2012.
Por ironia do destino, Mello e Ceglie são protagonistas no espetáculo Start me Up, que recria os quase 55 anos de história dos Stones num show único. Os rapazes, cujo percurso tem muitas afinidades com o dos ídolos ingleses, irão recriar a trajetória da maior banda de todos os tempos em um espetáculo único, que promete levar o público a uma viagem pelo tempo. O musical, que é dirigido por Ricardo Júnior, estreia no dia 12 de fevereiro no Teatro UMC, em São Paulo.  
Mello lembra que havia tocado com Ceglie algum tempo antes de reencontrá-lo. E que conversaram na ocasião em que se viram numa estação de trem. “Comentei com ele que a gente deveria voltar a tocar junto, mas ele já tinha uma banda tributo com outro cantor. Passei meu telefone para ele e pouco tempo depois a banda (Rolling Stones Cover Brasil) teve problemas com o vocalista e fui chamado a substituí-lo”, conta o Jagger brasileiro. “A gente sempre conversou muito sobre os artistas que influenciaram os Stones, como Robert Johnson, Howlin’ Wolf, Muddy Waters e Chuck Berry”, recorda o frontman.
Ou seja, se Mello não tinha “The Best Of Muddy Waters” e “Rockin’ At The Hops” nas mãos quando encontrou Ceglie, eles sempre compartilharam o apreço pelos heróis dos Stones. Agora, ambos irão representar no palco todos os passos musicais dos britânicos, dos primórdios até os dias de hoje.
“Fazer o Jagger dos anos 1960 foi mais difícil. Sempre interpretei o Mick em suas fases mais irreverentes e explosivas. Nos 60’s ele se movia pouco. A partir de 1969 que ele passou a explorar mais o palco e mexer com a platéia. No início as provocações eram mais contidas. Depois ele foi desenvolvendo a personagem, se espelhando em pessoas que admirava, como Tina Turner, por exemplo, entre outros”, afirma Fernando Mello.
Como o cantor terá a tarefa de “imitar” Jagger sobre o palco, tentando reproduzir seus movimentos, trejeitos e também a forma de se vestir em cena, a fronteira entre o a boa interpretação e a caricatura pode ser tênue, mas Mello está seguro do que tem de fazer e parece não se preocupar se eventualmente parecer um pouco “esquisito”.
“Na verdade eu acredito que não tem como não parecer meio caricato, pois o próprio Mick virou uma espécie de caricatura de si mesmo”, dispara Mello. “Eu sou muito expressivo por natureza. Sou elétrico, falante e sempre estou fazendo caras e bocas mesmo quando estou fora dos palcos. Assim é Mick Jagger, sempre muito extrovertido, gesticulando muito, seja num show ou sentado numa poltrona dando entrevistas. Então, tudo o que faço é tentar não forçar movimentos ou expressões. Tento ser o mais natural possível. E não dá para negar que Mick Jagger, mesmo sendo natural, é exótico (risos)”.
A realidade e a representação se confundem na visão do guitarrista Marcelo Ceglie, o Keith Richards da história. De acordo com o músico, sua relação com o colega de bandas, tem semelhanças à de Mick e Keith. “A gente já brigou bastante, já não brigou mais. Volta e meia quebramos um pau, mas a gente se acerta sempre e focamos no trabalho”, relata Ceglie, divertindo-se com a coincidência.
Mello garante que toda a energia dos Stones estará reproduzida no show Start me Up e que o público terá experiência única. “Haverá a sensação de as pessoas terem entrado num túnel do tempo. Elas vão presenciar de forma inédita todas as fases da banda mais antiga do planeta ainda em atividade. Faremos o possível para transmitir toda a energia captada por cada um de nós. É um desafio condensar tanta história num repertório de 2 horas de show. Claro que não dá para tocar todos os clássicos, mas a essência de cada década estará lá. Eu mesmo tenho me impressionado em nossos ensaios semanais”, revela o artista.

O quê? Show Start me Up.

Quando? Dia 12 de fevereiro (domingo), às 18h.

Onde? Teatro UMC, em São Paulo. Endereço: Av. Imperatriz Leopoldina, nº 550 (entrada pelo boulevard lateral do Fran’s Café), Vila Leopoldina – São Paulo. Telefones: (11) 2574-7749 (bilheteria) / (11) 3476-6403 (escritório).

Ingressos: R$ 60,00. Podem ser comprados nas bilheterias do teatro ou pelo site www.compreingressos.com.


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